Navegação Egípcia e Bumerangues no Reinado de Tutankhamun.

Escrito Por: BNW Avaliador Publicado em: Curiosidades do Mundo do Bumerangue Data de Criação: 28/08/2017 Acessos: 156 Comentários: 0

A presença de objetos semelhantes a bumerangues no túmulo do faraó Tutankhamun, da 18ª.
 Dinastia, que reinou entre 1332 e 1232 A.C., demanda uma explicação.
 Embora não existam evidências diretas, pode-se pelo menos especular a respeito e tentar
 encontrar uma explicação com base em evidências circunstanciais. Leia mais em:

                 Navegação Egípcia e Bumerangues no Reinado de Tutankhamun.
A presença de objetos semelhantes a bumerangues no túmulo do faraó Tutankhamun, da 18ª.
 Dinastia, que reinou entre 1332 e 1232 A.C., demanda uma explicação.
 Embora não existam evidências diretas, pode-se pelo menos especular a respeito e tentar
 encontrar uma explicação com base em evidências circunstanciais. 


 Sabe-se que os egípcios patrocinaram expedições de navegadores fenícios que percorreram 
a costa da África, ao longo dos oceanos Atlântico e Índico. 
O primeiro relato de uma suposta expedição provém de ninguém menos do que o pioneiro 
historiador Heródoto, que em sua História (4.42) relata que o faraó Necho II, da 26ª. 
Dinastia, enviou uma expedição fenícia entre 610 e 594 A.C.  que no período de 
três anos circunavegou a África, partindo de um porto no Mar Vermelho e retornando à 
foz do Rio Nilo.
 O próprio Heródoto duvidou dessa narrativa, pelo fato de que os navegadores fenícios 
veriam o sol “à direita”, algo considerado impossível à época, já que não se sabia que 
o continente africano era rodeado pelo oceano; esta mesma observação, porém, leva 
historiadores modernos a considerarem seriamente a narrativa dos fenícios.
 Porém, ainda existe controvérsia em torno da circunavegação da África pelos fenícios.
 Outra expedição fenícia, mais bem documentada, foi o périplo do navegador cartaginês
 Hanno ao longo da costa ocidental da África entre o 5º. e o 6º século A.C.; esta expedição
 chegou até o Golfo da Guiné (possivelmente até a altura do atual Gabão) e produziu os 
primeiros relatos da existência de chimpanzés (ou gorilas).
 Neste contexto, cabe ainda assinalar o Périplo do Mar Eritreu, um documento anônimo datado
 do século 1º D.C. (provavelmente do ano 60), redigido em grego, que descreve as rotas de
 navegação entre os portos romano-egípcios do Mar Vermelho e portos do longo da 
costa oriental da África, Península Arábica, Golfo Pérsico e Índia (inclusive a foz do Rio
 Ganges). 
Embora este documento seja muito mais recente do que as expedições fenícias ao 
longo da costa da África há indicações de que seja de fato uma cópia de documentos 
mais antigos.
 Em suma, existem evidências circunstanciais de que os egípcios - possivelmente desde a
 remota antiguidade - mantiveram contato com povos e culturas da Ásia meridional, por meio
 dos quais os implementos semelhantes a bumerangues encontrados em tumbas faraônicas podem 
ter sido diretamente obtidos (ou copiados).   
                                                               
Bibliografia  

_Godley, A. D. The Histories by Herodotus. Cambridge: Harvard University Press (1920).
_Lloyd, Alan B. Necho and the Red Sea: Some Considerations. 
The Journal of Egyptian Archaeology, Vol. 63 (1977), pp. 142-155.                                                                                      
_Schoff, William H. The Periplus of the Erythraean Sea: Travel and Trade in the 
Indian Ocean by a Merchant of the First Century. New York: Longmans, Green, and Co. (1912).
_Schoff, William H. The Periplus of Hanno: A Voyage of Discovery Down the West African Coast, 
by a Carthaginian Admiral of the Fifth Century B.C. Philadelphia: Commercial Museum 
_Webb, E. J. The Alleged Phoenician Circumnavigation of Africa: Considered in Relation 
to the Theory of a South African Ophir. The English Historical Review, Vol. 22 (1907), pp.
 1-14.    
                

Deixe um comentário

Captcha